Introdução: As doenças ginecológicas representam uma parcela significativa da demanda assistencial em saúde da mulher, exigindo abordagens diagnósticas e terapêuticas baseadas em evidências. A ampliação do acesso a estratégias preventivas, bem como o aprimoramento dos métodos clínicos e laboratoriais, tem contribuído para o diagnóstico precoce e melhor prognóstico dessas condições. Objetivo: Avaliar a eficácia de intervenções clínicas e diagnósticas de rotina na detecção e manejo de condições ginecológicas comuns em mulheres atendidas em serviços ambulatoriais especializados. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, realizado em uma clínica ginecológica de referência. Foram incluídas mulheres entre 18 e 60 anos, submetidas a consulta ginecológica completa, exame físico, colpocitologia oncótica, ultrassonografia pélvica e testes laboratoriais complementares. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva e inferencial, com nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se elevada prevalência de alterações citológicas de baixo grau, distúrbios menstruais e queixas relacionadas à dor pélvica crônica. A associação entre achados ultrassonográficos e sintomas clínicos permitiu identificar condições como síndrome dos ovários policísticos, miomatose uterina e endometriose em número significativo de pacientes. A implementação de protocolos clínicos padronizados contribuiu para maior precisão diagnóstica e redução do tempo entre o início dos sintomas e o estabelecimento do tratamento. Considerações Finais: O uso de abordagens clínicas integradas e baseadas em evidências mostrou-se eficaz no aprimoramento do diagnóstico e manejo das principais condições ginecológicas. Protocolos padronizados e triagem adequada podem otimizar o cuidado, melhorar o prognóstico e reduzir complicações a longo prazo. Estudos adicionais são recomendados para avaliar o impacto dessas intervenções em diferentes contextos assistenciais.
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